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segunda-feira, 24 de junho de 2013

A personalidade dos Vândalos

As recentes ondas de protestos que têm tomado conta do Brasil, também, foram marcadas por atos de vandalismo, onde pessoas, com pretexto de manifestação pública, quebraram órgãos do governo, depredaram agências bancárias, saquearam e causaram muito prejuízo à população. A maioria dos manifestantes repudia tais barbáries e o povo rejeita estes atos que, visivelmente, apontam para uma sede insaciável de destruir, desrespeitar e contrariar a tão buscada paz.

O comportamento dos vândalos pode ser explicado por um transtorno de personalidade antissocial. Este é caracterizado por um padrão de desrespeito aos direitos dos outros. Geralmente tem início na infância como um transtorno de conduta e pode evoluir na fase adulta para uma personalidade psicopática. A pessoa com este problema busca, na maioria das vezes, satisfação na quebra de normas, na desobediência, na invasão dos direitos alheios e em causar dano ao outro.

O vandalismo pode ser motivado por pessoas com personalidade antissocial que, certamente, já têm um histórico de transtorno de conduta na infância e adolescência ou de atos violentos na fase adulta. O antissocial tem prazer em quebrar leis e em danificar patrimônios que não lhe pertencem. Isto poderá justificar as cenas recentes que se tem visto em todo o país. 

O que diferencia o antissocial das demais pessoas que participam de um protesto é a forma como promovem tal ação. O primeiro grupo vai às ruas para satisfazer um desejo incontrolável de promoção do vandalismo, característica essencial do transtorno de personalidade antissocial. O segundo grupo vai para as ruas tentando, de forma legal e ordeira, reivindicar um direito que lhe é assistido por lei. Este grupo não tem qualquer prazer em causar prejuízo a semelhantes ou a patrimônio público.

O vândalo é um antissocial infiltrado na sociedade, utilizando-se de pretextos "legais" para promover sua "insanidade", satisfazendo seus caprichos em detrimento do outro. Ele não está preocupado em conseguir melhorias para a população, mas em propagar seu comportamento disfuncional da forma mais ampla possível.

O antissocial, também conhecido como psicopata, enfrenta a autoridade policial, "brinca" com as regras sociais, desconsidera a ordem e a decência. Ele não é um cidadão comum, mas um "doente" da personalidade, perigoso, letal, que não pensa antes de promover o mal à sociedade.


Vandalismo não é motivado por passeatas de protesto nem por busca de direitos, mas por uma índole disfuncional, que precisa ser contida de todas as formas possíveis, pois traz terrível mal a uma nação.

Joacil Luis - Psicólogo - CRP 13/6160  Contato: (83) 8745 4396.

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